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O Prédio Vivo de Valongo

Atualizado: 25 de out. de 2024

Local: R. Ten. Sá Nogueira 407, Valongo, Portugal


Foto: Pesquisa

Sanatório de Mont'Alto ou como passou a ser conhecido ao longo dos anos: Sanatório de Valongo. Foi construído no ano de 1932 para cuidar de pessoas com tuberculose e teve sua construção ampliada no ano de 1958.


A tuberculose era uma doença da qual naquele tempo não se sabia a cura ou motivo real pelo qual ela se espalhava e pelo fato de não se saber como tratar, muitas pessoas foram usadas como experimento, e nessas experiências, muitos enlouqueceram pelas dores da doença que já tinham e pelos testes feitos.


 O complexo era formado por uma capela, escolas e um prédio que servia como lavanderia. No ano de 1975, fechou as portas, encerrando suas atividades.


No ano de 1974, suas estruturas foram saqueadas, e o prédio ficou esquecido no tempo. Por causa de aventureiros e turistas o local passou a fazer parte do Turismo Assombrado, no qual muitos sites e artigos relatam atividades assombrados no local.



Uma questão de perspectiva. Ao invés de olhar com os olhos de quem chega no prédio, talvez pudesse ver o local com a perspectiva de quem está lá há muitos anos.


São espíritos que estão no local e viveram épocas de dor, de medo, de solidão, de pavor. Comunicavam-se pelos gritos, visando dessa forma ter um pouco de conforto das dores que sentiam, de uma cura que nunca chegava.


Morrem ali, longe de casa, longe de tudo que conheciam, de seus alicerces e acredito que como todos os locais, e nesse não é diferente, muitos espíritos ainda acreditam estar vivo, e vivos continuam com a mesma dor, com o mesmo sofrimento.


Com certeza pessoas de caráter diferentes foram enviadas para o sanatório. Os que eram ruins, com a dor ficaram pior, acredito que em toda sociedade, seja ela encarnada ou desencarda existem pessoas boas e pessoas más (a maldade por assim dizer desencadeia de uma série de acontecimentos passados, que por muito ela não soube lidar ou simples foi deixada a viver daquela forma. É um assunto muito complexo e amplo para ser tratado nesse artigo).  Mas deixo essa pequena observação apenas para que possam refletir sobre os que ali ainda habitam.


Muitos espíritos vivem uma “vida” circula, revivendo o mesmo momento anos á pós anos. Uma tortura interminável. Por isso acredito que as vozes, os sons, as aparições, não seja vista apenas para assustar que ali chegam, mas elas acontecem todos os dias, indiferente de ter ou não pessoas visitando o local.


Foto: Pesquisa

O que para nós “visitantes” são sons assustadores, para eles são forma de aliviar a dor eterna, não apenas da doença sem cura, mas da solidão, do abandono (pois quantos não foram ali abandonados pelas famílias, por terem vergonha, medo de contrair a mesma doença), e por outros motivos que nós, atualmente não temos como saber.


Quantos dos espíritos não são crianças a brincar pelos corredores? Quantas serão as pessoas que caminham por entre os cômodos, e sentem nesse caminhar a liberdade. Quantos será que entenderam sua morte e partirão? Quantos serão que entenderam a morte, mas se sentem presos ou seguros naquele local, e por isso ainda o habitam?


O Sanatório é um prédio antigo, mas repleto de vida. Suas janelas e portas são olhos para o mundo, são vozes para lugar, um eco sem fim, repetido por diversas vezes, mas que chega a nós como sons e barulhos terríveis. Ou nem chegam para aqueles que não acreditam ou preferem não acreditar.


Atualmente o local tem sido usado para cenários de jogos de guerra, RPG, jogos de campo para treinadores de paintball. E como o terreno tem diversos obstáculos naturais chama a atenção também dos motoqueiros que circulam pela região ou usando do terreno para seus treinos, antes dos campeonatos.




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