Rei Arthur: A Verdade Sobre ele
- Thais Riotto
- 12 de ago. de 2021
- 8 min de leitura

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Quando coroado unificou a Inglaterra expulsando os invasores saxões e enfrentou 11 príncipes rebeldes.
Foi introduzido nos antigos rituais pagãos, jurando proteger seu povo, em foi em uma dessas festas, que se envolveu com sua meia-irmã Morgana, com ela teve um filho: Mordred, por muitas vezes apresentado como sobrinho.
Com Morgana foram apenas romances, Arthur se casa com a princesa Guinevere, a fim de reforçar suas alianças com os senhores feudais católicos. E como a princesa era conhecida por sua beleza e piedade, essas características encantam Arthur, somando a necessidade do casamento.
De presente de casamento, conhecendo Arthur que sempre colocou seu povo de uma forma justa, seu sogro lhe deu a Távola Redonda.

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Mas, agora como rainha, Guinevere, se apaixona pelo melhor amigo de Arthur, o cavaleiro Lancelot.
Duas vezes por ano, os maiores guerreiros do reino se reuniam em volta dela, no castelo de Camelot, para contar suas aventuras e se preparar para a próxima.
Quando Arthur completou 16 anos, Merlin o instruiu a participar de um tornei que tinha como objetivo extrair a espada de uma pedra, quem o homem que conseguisse essa façanha poderia unir a Grã-Bretanha. Arthur conseguiu.

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Essa espada não é a Excalibur, essa espada quebrou em um duelo.
De onde surgiu a Excalibur?
Viviane, conhecida como a Dama do Lago, uma feiticeira respeitada e poderosa, que a pedido de Merlin deu ao Arthur uma espada forjada com um lâmina indestrutível feita pelos elfos. A bainha era enfeitiçada e impedia que Artur fosse morto. Essa espada era a Excalibur.

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A Dama do Lago disse a Arthur que um dia, quando chegasse a hora a espada deveria ser devolvida ao lago.
Antes de contar sobre a Távola Redonda e continuar com mais informações, vamos parar a história por um momento:
O Rei Arthur Existiu?
Ou foi apenas um personagem criado para as grandes histórias?
As histórias se baseiam em um fato real. Em uma época do qual os bretões, um grupo de Celtas que haviam adotado os costumes dos romanos, dominavam a Grã-Bretanha nos séculos V e VI. (Mais informações sobre os Celtas Aqui no Blog)
Mas a resposta pode ser sim. O Rei Arthur existiu. Contudo, não dessa forma como os livros relatam.
História Real de Arthur:
Voltamos a Bretanha, que corresponde atualmente ao norte da França e ao Reino Unido, onde os Celtas se espalharam pela região, estamos mais ou menos em 600 a.C. Os guerreiros dessa época só reconheciam o poder dentro de seus clã.
Com a ocupação dos romanos, um grupo de Celtas passa a adotar os costumes dos romanos. E por cinco séculos a Bretanha esteve sob o domínio romano que trouxe o desenvolvimento para a região e protegia a região de invasões.

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Em pouco tempo, veio o declínio do império e no século V Roma retirou suas legiões, deixando os bretões como alvo de ataques, de um outro grupo Celta, chamados de Pictos, que habitavam o norte da ilha (atualmente é a Escócia e a Irlanda), além deles os ataques aos bretões vinham dos povos anglos, saxões de origem germânica.
Até que houve uma batalha, que marcaria a história, em 514, no Monte Badon, os bretões conseguiram uma vitória importante contra os invasores. Registros contam que um bretão foi o responsável por organizar o grupo de forma a enfatizar as estratégias do grupo e do terreno, ele tinha uma visão mais ampla e determinada. Esse homem é o guerreiro Arthur. Arthur do Monte Badon.

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Alguns pesquisadores dizem que há registros sobre essa parte da história, enquanto outros dizem que é uma questão de interpretação e que não há uma prova exata.
A verdade é que esse guerreiro existiu. Apenas tem uma característica diferente das histórias do Rei Arthur que se conhece.
Na época da Bretanha, os guerreiros eram violentos, precisavam sobreviver, não tinham escolhas e não conheciam outras formas de fazê-lo. As armas usadas era espadas de ferro. Pequenas, leve e uma mais pesada com mais ou menos 01 metro de lamina, machados, escudos.
Era uma época rustica, as estradas que ligavam os vilarejos e outras cidades, sumiram com o tempo, isolando as tribos. E as alianças entre as tribos eram raras, as vezes uma disputa sobre territórios acontecia e era resolvida no braço, mas a grande maioria eram lutas até a morte, no qual pesquisadores contam que a garganta era cortada, deixando o sangue escorrer até a morte, sem piedade.
A maioria eram camponeses, com uma vida muito simples, em casas de pau-a-pique. Com um buraco no teto para sair a fumaça, e o fogo servia para cozinhar e para se aquecerem. Poucas casas tinham acesso ao vinho, ou especiarias que chegavam importados trazidos pelos viajantes, pois muitos não tinham como pagar (moeda de troca que fosse interessantes) para esses comerciantes.
Arthur, teria vivido entre eles, um guerreiro.
Mas o Rei Arthur, ainda está nas pesquisas de muitos arqueólogos, entre eles Raleigh Radford, em missão oficial patrocinada pelo Ministério Britânico, que tem escavado e pesquisado indícios sobre o Rei Arthur desde o ano de 1930 e desde então sua equipe continua nessa busca.
Sabe-se que entre as tribos, ou grupos havia aquele que comandavam, um guerreiro respeitado por todos, talvez como alguns historiadores contam, Arthur teria conseguido se sobressair e no decorrer dos anos, tornou-se realmente rei.

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Um rei que realmente existiu, conta uma história diferente. Abrindo novas possibilidades para o reinado de Arthur. Ricardo, Coração de Leão.
O Rei Ricardo Coração de Leão:

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O Rei Ricardo, anunciou no ano de 1191 uma descoberta única, a tumba do Rei Arthur, na abadia de Glastonbury (Post sobre a Abadia aqui no Blog).

E a Abadia, também se liga a uma terra chamada Avalon (Aqui no Blog, em Breve)
E uma pergunta ficou na história: Se o rei sabia dessa tumba, é porque o Rei Arthur era um de seus ancestrais? E por isso, nenhuma outra pessoa ainda conseguiu achar novas informações por estarem protegidas?
Quem foi o Rei Ricardo Coração de Leão?
Ricardo I (1157-1199) rei da Inglaterra entre os anos de 1189 e 1199. Ficou conhecido como Ricardo Coração de Leão, por sua bravura nas lutas durante a Terceira Cruzada.
Henrique II (pai de Ricardo), foi rei inglês, no ano de 1154 foi coroado, reinou por 35 anos, seu reinado incluía a Escócia, Irlanda e herdou as províncias de Anjou e Normandia. Casou-se com Eleanor de Aquitânia, a qual era casada antes com o rei Luís VII da França.
A rainha não deixou herdeiros ao rei francês e ainda levou seu dote, a Aquitânia (região do sudoeste da França) para Henrique II.
Ricardo era o terceiro filho do casal, não havia perspectivas para ser rei, mas era o predileto da mãe. No ano de 1173 Eleanor traiu o marido com o cérebro de uma conspiração que envolveu os três filhos mais velhos, Henrique, Ricardo e Geoffrey, a intenção era derrubar o rei em uma guerra civil. Não conseguiu.
Essa tentativa destruiu a confiança de Henrique nos filhos, principalmente em Ricardo, e Eleanor terminou presa por ordem de Henrique.
Ricardo desenvolveu um vínculo com o jovem Filipe Augusto, o herdeiro que sua mãe não dera a Luís VII. Felipe era filho de Adèle de Champagne (03º esposa do rei), Ricardo vai viver na França.
O Tempo passa, Ricardo é um soldado e um nobre que sabe como se posicionar como político, se aliou a Filipe com a promessa de lhe conceder a Normandia. Após um ano, seu pai Henrique II é derrotado e concedeu a Ricardo o título de herdeiro, falecendo meses depois.
No dia 6 de julho do ano de 1189, Ricardo se tornava rei da Inglaterra. Foi coroado em 3 de setembro, na Abadia de Westminster, em Londres. Como rei, em seu primeiro ato foi tirar sua mãe, Eleanor da prisão.
Voltamos na História do Rei Arthur

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Lembramos que o Mago Merlin, existiu (Post sobre Merlin aqui no Blog). Arthur era seu protegido, teria o mago usado de seu conhecimento para confundir quem procurasse por Arthur?
A história também conta sobre o relacionamento do Rei Arthur com a poderosa bruxa Morgana, com quem teve um filho.
Estaria nessa união mais uma magia envolvida para proteger os rastro não apenas de Arthur, mas de seu filho: Mordred, que muitas vezes era apresentado como sobrinho de Arthur.

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Vamos Continuar a História sobre a Távola Redonda

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A Távola era uma parte importante do reinado arturiano. No qual alguns personagens (reais ou dos contos) faziam parte.
Os cavaleiros da Távola Redonda eram 12, homens puros de coração que viviam de acordo com os preceitos cristãos. (Kay, Lancelot, Gaheris, Bedivere, Lamorak de Galis, Gawain, Galahad, Tristão, Gareth, Percival, Boors, Geraint).
A reunião acontecia em Camelot. O formato redondo era para mostrar que nenhum deles era mais importante, todos eram iguais.
Uma Mesa ou um Local?
A história conta que Arthur ganhou a Távola de seu sogro, pai de Guinevere, mas historiadores, baseando que o Rei Arthur realmente existiu como a história conta, apresentam uma outra versão, sobre o presente ganho.
A Távola Redonda, a mesa era mais um símbolo, existiu com um objeto, mas o que era considerado a Távola era um local: O Anfiteatro Chester.
Anfiteatro Chester:

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A região fica ao noroeste da Inglaterra. Uma estrutura de pedras e madeira, que podia receber mais ou menos 10 mil pessoas. Arthur reforçou as paredes de 12 metros de altura para criar uma fortaleza imponente.
Os primeiros registros que aparecem sobre a Távola indicam era um local onde o Rei Arthur recebia os cavaleiros e as pessoas.

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E levando em consideração, um ponto importante que a história conta sobre as batalhas que ocorreu na Cidade das Legiões, na qual pesquisadores apresentam como sendo Chester, por ter ruinas de um anfiteatro que se encaixa da descrição da Távola e da localização.

(Foto registros -Pesquisa/Internet)
E foi em uma dessas reuniões na Távola Redonda, que os cavaleiros tiveram uma visão do Santo Graal.
O Santo Graal

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O cálice que Jesus Cristo usou na Última Ceia. Essa descoberta desencadeou uma corrida entre os cavaleiros, não apenas os que faziam parte da Távola, mas de muitos que perderam à vida tentando encontrar o objeto.
Apenas três cavaleiros conseguiram: Boors, Perceval e Galahad.
Essa aventura é descrita em cartas, contadas por Lancelot, escritas na época das Cruzadas, e tinha um objetivo: Estimular os cavaleiros a combater na Terra Santa.
Alguns Nomes Importantes do Reino de Arthur
Rainha Guinevere: Foi uma boa rainha ao lado de Arthur, mas nunca o amou. Apaixonou-se por Lancelot, melhor amigo de Arthur, que quando descobriu a condenou à fogueira. Lancelot a salva e a leva para se esconder em um convento, onde morreu.
Sir Lancelot: O cavaleiro mais cortês, valente e habilidoso. Quando Artur descobriu sobre seu romance com a rainha, perseguiu-o com um grande exército, mas nunca conseguiu derrotá-lo.
Sir Gawain: Um dos guerreiros mais poderosos, célebre por ter decapitado o terrível Cavaleiro Verde, foi um grande amigo de Lancelot.
Sir Agrawain: Irmão de Gawain. Ciumento e indiscreto. Foi ele quem contou para Arthur sobre a rainha e Lancelot.

(Foto Internet)
O Eterno Rei Arthur
Contam turistas e moradores da Inglaterra que nas terras antigas por onde o Rei Arthur vivia é possível ver seu espírito caminhando pelas arquiteturas, junto de seus cavaleiros em busca, provavelmente de aventuras.
Seu nome se eternizou na história do Mundo. Seja para aquele que acreditam que ele realmente existiu, para os que dizem vê-lo caminhando por suas antigas terras, ou para aqueles que o reconhecem apenas como um personagem de contos.
Seja qual for a forma, a verdade é que o rei Arthur tornou-se eterno do Mundo. Inspirando histórias, pessoas e criando alicerces para pesquisas e novos contos.

(Foto Internet: Estátua do Rei Arthur na Inglaterra)
Eu gosto da história de Ricardo Coração de Leão, se ele disse que o Rei Arthur é real, então é como você disse, deve mesmo a ver magia por algum motivo maior na proteção do rei. Se seguirmos as linhas das histórias, muito além dos livros de Avalon, Arthur fez grande feitos, e deve ter muitos inimigos, a magia existe de muitas formas, proteção é uma forma de magia, deocultar pessoas, e lugares. Talves seja o que temos de forma mais atual e conhecida pela maiores, "proteção a testemunhas" , que nao é um termo recente, pode e deve estar ligado a essa questão, ou proxima a ela a dificuldade de pesquisadores achar de fato algo sobre Arthur.
Gostei do…