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Mulheres Místicas da Antiguidade



Thais Riotto
Thais Riotto

Durante a Idade Média, várias mulheres foram associadas a práticas místicas e mágicas, com algumas sendo reverenciadas por suas habilidades espirituais ou curativas, enquanto outras foram perseguidas por suas supostas práticas de feitiçaria.


A época medieval, especialmente a Europa medieval, foi marcada por uma forte influência da Igreja Católica e pela crença em poderes sobrenaturais, o que criou um ambiente complexo para as mulheres que se envolviam com o místico e o mágico.



 

 

Santa Hildegarda de Bingen (1098–1179)


Hildegarda de Bingen foi uma abadesa beneditina, mística, escritora e compositora alemã. Ela é conhecida como uma das mulheres mais extraordinárias da Idade Média.


Misticismo e Magia: Embora Hildegarda seja mais conhecida por sua visão religiosa, ela também foi considerada uma mulher com habilidades místicas.


Ela tinha visões que, segundo ela, eram revelações divinas, e escreveu sobre isso em suas obras. Ela também escreveu sobre medicina natural e plantas medicinais, o que a colocava no campo da sabedoria popular, em muitas ocasiões associada à magia e curandeirismo. Seus tratados sobre a natureza e o universo refletiam uma compreensão mística e holística do mundo.


Legado: Sua obra, "Scivias", é um exemplo de sua mística visionária, onde ela descreve visões apocalípticas, espirituais e cosmológicas, que foram vistas por muitos como tendo uma conexão direta com o divino.

 

 

 Joana d'Arc (1412–1431)


Joana d'Arc é uma das figuras mais emblemáticas da história medieval. Uma camponesa francesa que, alegando ouvir vozes de santos e anjos, guiou as tropas francesas na Guerra dos Cem Anos.


Misticismo e Magia: Joana dizia que as vozes que ouvia eram de santos, como São Miguel, Santa Catarina e Santa Margarida, que a orientavam em sua missão divina. Sua crença na orientação divina a fez ser vista com uma mistura de reverência e suspeita. Enquanto alguns viam Joana como uma profeta mística, outros a acusaram de heresia e feitiçaria, especialmente quando foi capturada pelos ingleses e julgada.


Legado: Após sua morte, ela foi canonizada como santa pela Igreja Católica. Sua história é emblemática das tensões entre o misticismo, a espiritualidade e a perseguição política e religiosa da época.



 

 

Brigitte de Suécia (1303–1373)


Brigitte de Suécia foi uma mística, fundadora da Ordem de São Salvador e uma das santas mais veneradas na Escandinávia medieval.


Misticismo e Magia: Ela teve visões místicas que eram muito influentes em sua época. Muitas de suas revelações estavam relacionadas a aspectos de fé cristã, mas ela também foi associada a práticas de cura e aconselhamento espiritual, áreas muitas vezes vinculadas ao misticismo popular e à magia.


Legado: Sua "Revelação Celestial" era um relato detalhado de suas visões, que inspiraram uma grande devoção religiosa e foram consideradas um meio de orientar o comportamento e a vida cristã.

 


 

Mulheres acusadas de Feitiçaria


Durante a Idade Média, principalmente entre os séculos XIV e XVII, muitas mulheres foram acusadas de praticar magia negra e feitiçaria, especialmente durante períodos de crise social, como a Peste Negra e as guerras.


Práticas Mágicas: As práticas atribuídas a essas mulheres variavam de poções e feitiços a encantamentos. Muitas vezes, as mulheres que eram curandeiras ou tinham conhecimentos sobre ervas medicinais eram rotuladas como "bruxas". A Igreja Católica, em particular, condenava as práticas mágicas e místicas, especialmente quando associadas ao diabo ou à heresia.


A Inquisição foi responsável pela perseguição de muitas mulheres, como as que sofreram nas famosas "caças às bruxas", onde centenas de mulheres foram torturadas e executadas sob a acusação de feitiçaria.

 


 

Mulheres na Tradição Celta


Em várias partes da Europa medieval, especialmente nas regiões célticas, como a Irlanda e a Escócia, existia uma rica tradição de mulheres místicas e xamânicas.


Misticismo e Magia: Essas mulheres muitas vezes ocupavam papéis de líderes espirituais, druidas e curandeiras. E


las eram vistas como intermediárias entre o mundo físico e o espiritual, capazes de se comunicar com os deuses e com a natureza. Suas práticas eram profundamente ligadas à terra, ao ciclo da lua e aos elementos naturais.


Legado: Embora muito dessa tradição tenha sido suprimida pela ascensão do cristianismo e pelas campanhas contra as mulheres celtas ainda são lembradas por suas habilidades mágicas e curativas.

 


 

As Fadas da Idade Média


Contexto: Em muitas culturas medievais, as mulheres eram associadas à magia através de lendas sobre fadas e bruxas. Essas figuras místicas eram vistas como mulheres com poderes sobrenaturais, muitas vezes em conexão com o oculto, a natureza ou o sobrenatural.


Práticas Mágicas: As mulheres, frequentemente isoladas na sociedade, eram aquelas que utilizavam plantas e feitiços para curar doenças ou prever o futuro, as fadas, o conhecimento do tempo, dos ventos, de uma natureza que poucos tinham acesso.


Legado: Assim como as bruxas, as fadas ou feiticeiras como eram conhecidas, viveram a perseguição da Igreja, mas muitas dessas mulheres também foram vistas como sábias e poderosas em suas comunidades, antes de serem vítimas de perseguições.

 


 

A Idade Média foi uma época de forte contradição em relação às mulheres associadas ao misticismo e à magia.


Por um lado, algumas mulheres eram vistas como místicas ou curandeiras, possuindo uma sabedoria que as conectava ao divino e ao sobrenatural. Por outro lado, a crescente repressão da Igreja Católica e as temores de heresia e feitiçaria levaram muitas dessas mulheres a serem acusadas injustamente, perseguidas e até executadas.


As figuras místicas femininas dessa época, como Hildegarda de Bingen, Joana d'Arc e outras, ainda são reverenciadas como exemplos de fé, coragem e sabedoria.



"Eu não tenho medo, eu nasci para fazer isso"

Joana d'Arc

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