Mulheres as Guardiãs Ancestrais das Águas & Arqueologia Submersa
- Thais Riotto
- 28 de mar.
- 4 min de leitura
A arqueologia submersa revela mistérios ocultos nas profundezas dos oceanos. Quando unimos essa ciência às histórias das mulheres, encontramos indícios de sociedades antigas onde o feminino era reverenciado como guardião do conhecimento espiritual e natural.

As Mulheres na Arqueologia Submersa
Embora a arqueologia submersa seja tradicionalmente dominada por homens, várias mulheres se destacaram no campo e na preservação de mitologias ligadas às águas. Mas além das pesquisadoras contemporâneas, há também as mulheres que foram protagonistas das culturas submersas.
Mitologia
Sacerdotisas de Lemúria e Atlântida (Mito): Em mitologias sobre civilizações desaparecidas, as mulheres eram frequentemente vistas como guardiãs dos templos de cura e oráculos. Há lendas que falam de sacerdotisas que mantinham cristais de poder sob as águas.
As Damas da Água na Bretanha (Século V): Na tradição celta, as mulheres associadas aos lagos (como a Dama do Lago na lenda arturiana) guardavam saberes mágicos e relíquias sagradas.
Na mitologia yorubá, Yemanjá é a senhora dos mares e protetora das mulheres.
No xamanismo andino, Mama Cocha é a deusa das águas.
Na Índia antiga, as apsaras eram ninfas aquáticas que guardavam segredos do cosmos.
Cidades Submersas Lendárias Associadas a Mulheres
Atlântida – Mito e Arquétipo Feminino
A lenda de Atlântida, uma civilização avançada que teria afundado no mar devido a cataclismos, é uma das mais famosas histórias de cidades submersas. Embora não tenha sido descoberta fisicamente, Atlântida está intimamente ligada ao arquétipo feminino em várias culturas. Muitas lendas falam de sacerdotisas e mulheres poderosas em Atlântida, que teriam sido as guardiãs do conhecimento e dos mistérios cósmicos.
Algumas teorias sugerem que as mulheres de Atlântida possuíam um profundo vínculo com a água e os elementos, e eram responsáveis por manter o equilíbrio espiritual da civilização.
Mu (Lemúria) – Mulheres Guardiãs
A Lemúria, outra civilização lendária, é frequentemente associada a uma civilização matriarcal, onde as mulheres eram líderes espirituais e protetoras da sabedoria antiga.
De acordo com várias tradições esotéricas, Lemúria teria sido destruída por um cataclismo, e suas cidades teriam afundado sob os oceanos. Embora a Lemúria não tenha sido descoberta arqueologicamente, muitas pessoas acreditam que as ruínas estão escondidas nas profundezas do Pacífico. As sacerdotisas e mulheres de Lemúria são descritas como guardiãs da sabedoria universal e dos segredos do cosmos.
A Cidade Submersa de Ys (França) – Lenda Celta
A lenda de Ys, uma cidade submersa na costa da Bretanha, na França, é uma história popular nas tradições celtas. De acordo com a lenda, Ys era uma cidade próspera, mas foi destruída quando a filha do rei, Gradlon, violou um tabu sagrado.
A cidade afundou nas águas, levando consigo os habitantes. Em algumas versões da história, Gradlon é assistida por uma mulher sábia, que previne que a cidade seja destruída, mas é tarde demais. Embora Ys seja uma lenda, o mito está profundamente enraizado na memória coletiva da região e é considerado uma história de advertência sobre a transgressão e a destruição.
Conexão Lemuriana e o Retorno das Guardiãs
Muitos acreditam que a arqueologia submersa pode estar revelando memórias perdidas de civilizações onde o feminino sagrado era a chave para o equilíbrio.
A cada nova descoberta, parece que as águas estão sussurrando histórias esquecidas, uma espécie de despertar coletivo para a energia das guardiãs.
Arqueologia& Descobertas
A exploração de cidades submersas, tanto reais quanto lendárias, tem sido um campo fascinante de descoberta. Embora a arqueologia submersa tenha sido tradicionalmente dominada por homens, diversas mulheres desempenharam papéis cruciais em importantes descobertas de cidades submersas e ruínas subaquáticas.
Essas descobertas não apenas revelam a riqueza histórica das civilizações antigas, mas também trazem à tona o simbolismo profundo da conexão entre as mulheres e as águas, como guardiãs dos segredos do passado.
O Santuário Submerso de Yonaguni (Japão): Alguns teóricos acreditam que a estrutura submersa no arquipélago de Ryukyu poderia estar ligada a uma cultura matriarcal antiga, semelhante às sociedades lemurianas.
Pavlopetri (Grécia): Uma das cidades submersas mais antigas do mundo (cerca de 5.000 anos), onde foram encontrados objetos domésticos e rituais que sugerem a importância feminina na vida cotidiana e religiosa.
As Estátuas de Isis em Alexandria (Egito): Relíquias submersas da cidade de Alexandria associam a deusa Isis aos rituais de água e fertilidade, sugerindo cultos femininos nas margens do Mediterrâneo.
O Papel das Mulheres na Exploração Subaquática
Mulheres desempenham um papel crescente na arqueologia subaquática moderna, quebrando barreiras de gênero e desafiando os limites do que é possível explorar nas profundezas.
A pesquisa arqueológica subaquática está se expandindo, e as mulheres estão agora mais do que nunca descobrindo e protegendo os segredos ocultos nas águas. Entre elas:
Dr. Margaret Rule: Arqueóloga responsável pela escavação do navio Mary Rose, no Reino Unido.
Embora a exploração de cidades submersas tenha sido historicamente dominada por homens, as mulheres estão desempenhando papéis cada vez mais importantes na arqueologia subaquática e na preservação de nossas memórias históricas.
Sejam nas águas do Mediterrâneo, do Pacífico ou no imaginário de civilizações lendárias, as Guardiãs dos Oceanos continuam a revelar segredos que conectam o passado ao presente, iluminando nossa compreensão do mundo e da energia feminina que ele contém.
As Guardãs dos Oceanos mulheres da mitologia, de povos antigos e as mulheres atuais, e o caminho energético que mesclam e personificam a nossa conexão sagrada entre nós mulher, as águas e os mistérios ocultos das profundezas interligado a nossa sabedoria intuitiva, a cura, a proteção e a preservação dos segredos da criação e do mundo marinho.
Comments