Especial - Mabon: O Equinócio de Outono
- Thais Riotto
- 20 de mar.
- 3 min de leitura
Mabon é um dos oito sabás da Roda do Ano, celebrado no equinócio de outono (setembro no Hemisfério Norte) e em março no Hemisfério Sul.
É um festival de equilíbrio entre luz e escuridão, representando a segunda colheita e a preparação para o inverno.

Origem e História de Mabon
O nome "Mabon" foi adotado na década de 1970 pelo historiador e ocultista Aidan Kelly, inspirado no deus celta galês Mabon ap Modron, uma divindade da juventude e fertilidade. No entanto, não há evidências de que os povos celtas tenham chamado esse sabá por esse nome na antiguidade.
No passado, culturas pagãs da Europa já celebravam o equinócio de outono de diferentes formas:
Os celtas realizavam festivais de agradecimento às colheitas e à terra.
Os gregos reverenciavam Perséfone e sua descida ao submundo, marcando o início do outono.
Os romanos celebravam a deusa Ceres (Deméter na mitologia grega), protetora das colheitas.
Os nórdicos realizavam o "Winter Finding", um festival para agradecer às divindades e se preparar para os meses frios.
Mabon também se alinha com celebrações como o Festival da Lua Cheia da Colheita na China e o Thanksgiving nos Estados Unidos, todos com a temática da gratidão e fartura.
Mabon na Roda do Ano
A Roda do Ano é um ciclo de festivais pagãos que representam as mudanças das estações e a conexão com a natureza. Mabon é um dos dois equinócios do ano, sendo o oposto de Ostara (equinócio de primavera).
Sabás da Roda do Ano:
Yule (Solstício de Inverno) – Renascimento da luz
Imbolc – Esperança e renovação
Ostara (Equinócio de Primavera) – Equilíbrio e renascimento
Beltane – Fertilidade e paixão
Litha (Solstício de Verão) – Apogeu da luz
Lammas / Lughnasadh – Primeira colheita
Mabon (Equinócio de Outono) – Gratidão e equilíbrio
Samhain – Ano novo pagão e conexão com os ancestrais
Mabon é um período de reflexão sobre os ciclos da vida, gratidão pelo que foi colhido e preparação para o recolhimento do inverno.
Símbolos e Correspondências de Mabon
Cores: Laranja, vermelho, dourado, marrom.
Ervas e plantas: Sálvia, alecrim, mirra, carvalho, maçã, videira.
Frutas e alimentos: Maçãs, uvas, abóboras, milho, nozes.
Incensos e aromas: Canela, mirra, sândalo, laranja.
Cristais: Cornalina, citrino, ametista, quartzo fumê.
Deuses e deusas: Deméter, Perséfone, Cernunnos, Modron.
Animais: Coruja, raposa, cervo, urso

Rituais e Práticas para Mabon
Montar um altar com símbolos do outono: folhas secas, maçãs, velas douradas e marrons.
Agradecer pelas colheitas, seja simbolicamente (projetos concluídos, aprendizados) ou literalmente (oferecendo comida ou fazendo doações).
Acender velas e incensos para honrar os ancestrais e a mudança de estação.
Realizar um ritual de equilíbrio escrevendo no papel o que deseja deixar para trás e o que deseja fortalecer.
Preparar comidas típicas, como torta de maçã, pão de milho ou cidra quente.
Passear na natureza, coletando folhas e observando as mudanças ao seu redor.
🎶 Músicas para Mabon
Loreena McKennitt – "Mummer's Dance"
Faun – "Odin"
Lisa Thiel – "Mabon"
Omnia – "Mabon"
Wardruna – "Helvegen"
Celtic Woman – "The Voice"
📚 Livros sobre Mabon e a Roda do Ano
Mabon: Rituals, Recipes & Lore for the Autumn Equinox – Diana Rajchel
A Dança Cósmica das Feiticeiras – Starhawk
The Witch's Book of Shadows – Phyllis Curott
Rodas do Ano e os Ritos de Passagem – Mirella Faur
As Brumas de Avalon – Marion Zimmer Bradley (inspiração nas tradições celtas)
🎥 Filmes com a Energia de Mabon
A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (1999) – Mistério e colheita sombria
O Labirinto do Fauno (2006) – Conexão com a mitologia e o ciclo da vida
A Lenda de Beowulf (2007) – Mitos e desafios da jornada heroica
A Viagem de Chihiro (2001) – Transformação e aprendizado ao longo da jornada
Coração de Cavaleiro (2001) – Cavaleiros, honra e festividades
Colheita Maldita (1984) – Um lado sombrio da adoração da colheita
Mabon é um momento sagrado para refletir sobre os ciclos da vida, celebrar conquistas e se preparar para a introspecção do inverno.
É uma oportunidade para equilibrar nossas energias, agradecer ao que temos e honrar a natureza em sua transformação.
RODA DO ANO AQUI NO SITE
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