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Especial - Mabon: O Equinócio de Outono

Mabon é um dos oito sabás da Roda do Ano, celebrado no equinócio de outono (setembro no Hemisfério Norte)  e em março no Hemisfério Sul.


É um festival de equilíbrio entre luz e escuridão, representando a segunda colheita e a preparação para o inverno.

 


Thais Riotto
Thais Riotto

Origem e História de Mabon


O nome "Mabon" foi adotado na década de 1970 pelo historiador e ocultista Aidan Kelly, inspirado no deus celta galês Mabon ap Modron, uma divindade da juventude e fertilidade. No entanto, não há evidências de que os povos celtas tenham chamado esse sabá por esse nome na antiguidade.


No passado, culturas pagãs da Europa já celebravam o equinócio de outono de diferentes formas:

 

Os celtas realizavam festivais de agradecimento às colheitas e à terra.


Os gregos reverenciavam Perséfone e sua descida ao submundo, marcando o início do outono.


Os romanos celebravam a deusa Ceres (Deméter na mitologia grega), protetora das colheitas.


Os nórdicos realizavam o "Winter Finding", um festival para agradecer às divindades e se preparar para os meses frios.

 

Mabon também se alinha com celebrações como o Festival da Lua Cheia da Colheita na China e o Thanksgiving nos Estados Unidos, todos com a temática da gratidão e fartura.

 


 

Mabon na Roda do Ano


A Roda do Ano é um ciclo de festivais pagãos que representam as mudanças das estações e a conexão com a natureza. Mabon é um dos dois equinócios do ano, sendo o oposto de Ostara (equinócio de primavera).

 

Sabás da Roda do Ano:

  1. Yule (Solstício de Inverno)  – Renascimento da luz

  2. Imbolc  – Esperança e renovação

  3. Ostara (Equinócio de Primavera)  – Equilíbrio e renascimento

  4. Beltane  – Fertilidade e paixão

  5. Litha (Solstício de Verão)  – Apogeu da luz

  6. Lammas / Lughnasadh – Primeira colheita

  7. Mabon (Equinócio de Outono)  – Gratidão e equilíbrio

  8. Samhain  – Ano novo pagão e conexão com os ancestrais


Mabon é um período de reflexão sobre os ciclos da vida, gratidão pelo que foi colhido e preparação para o recolhimento do inverno.

 


 

 Símbolos e Correspondências de Mabon


Cores: Laranja, vermelho, dourado, marrom.


Ervas e plantas: Sálvia, alecrim, mirra, carvalho, maçã, videira.


Frutas e alimentos: Maçãs, uvas, abóboras, milho, nozes.


Incensos e aromas: Canela, mirra, sândalo, laranja.


Cristais: Cornalina, citrino, ametista, quartzo fumê.


Deuses e deusas: Deméter, Perséfone, Cernunnos, Modron.


Animais: Coruja, raposa, cervo, urso

 


Thais Riotto
Thais Riotto


 

Rituais e Práticas para Mabon


Montar um altar com símbolos do outono: folhas secas, maçãs, velas douradas e marrons.


Agradecer pelas colheitas, seja simbolicamente (projetos concluídos, aprendizados) ou literalmente (oferecendo comida ou fazendo doações).


Acender velas e incensos para honrar os ancestrais e a mudança de estação.


Realizar um ritual de equilíbrio escrevendo no papel o que deseja deixar para trás e o que deseja fortalecer.


Preparar comidas típicas, como torta de maçã, pão de milho ou cidra quente.


Passear na natureza, coletando folhas e observando as mudanças ao seu redor.

 


 

🎶 Músicas para Mabon


Loreena McKennitt – "Mummer's Dance"


Faun – "Odin"


Lisa Thiel – "Mabon"


Omnia – "Mabon"


Wardruna – "Helvegen"


Celtic Woman – "The Voice"

 



 

📚 Livros sobre Mabon e a Roda do Ano


Mabon: Rituals, Recipes & Lore for the Autumn Equinox – Diana Rajchel


A Dança Cósmica das Feiticeiras – Starhawk


The Witch's Book of Shadows – Phyllis Curott


Rodas do Ano e os Ritos de Passagem – Mirella Faur


As Brumas de Avalon – Marion Zimmer Bradley (inspiração nas tradições celtas)

 


 

🎥 Filmes com a Energia de Mabon


A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (1999) – Mistério e colheita sombria


O Labirinto do Fauno (2006) – Conexão com a mitologia e o ciclo da vida


A Lenda de Beowulf (2007) – Mitos e desafios da jornada heroica


A Viagem de Chihiro (2001) – Transformação e aprendizado ao longo da jornada


Coração de Cavaleiro (2001) – Cavaleiros, honra e festividades


Colheita Maldita (1984) – Um lado sombrio da adoração da colheita

 




Mabon é um momento sagrado para refletir sobre os ciclos da vida, celebrar conquistas e se preparar para a introspecção do inverno.


É uma oportunidade para equilibrar nossas energias, agradecer ao que temos e honrar a natureza em sua transformação.


 

RODA DO ANO AQUI NO SITE






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