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Cemitérios Submersos

CURSO TURISMO ASSOMBRADO - ESPECIAL MISTÉRIOS DOS OCEANOS.



Os cemitérios subaquáticos são locais de sepultamento situados no fundo de oceanos, mares, lagos ou rios, foram inundados por água devido a fenômenos naturais, construção de barragens, aumento do nível do mar ou outros fatores, como os naufrágios (que vão muito além de embarcações, que afundaram levando vidas), fatores como a cultura e tradição local, do qual os corpos são levados ao mar, ou por eventos específicos como doenças, entre elas, a Peste Negra, e uma outra situação são os cemitérios projetados para estarem no fundo dos oceanos para oferecer um descanso eterno em ambientes marinhos.


Esses cemitérios podem ter propósitos ecológicos, culturais ou até mesmo históricos. E alguns dos fatores, podem ser:

 

Construção de Represas e Hidrelétricas: A necessidade de gerar energia elétrica levou à inundação de cidades inteiras para a criação de reservatórios artificiais. Como resultado, cemitérios e igrejas foram deixados para trás e ficaram submersos.

 

Elevação do Nível do Mar: Com as mudanças climáticas e o degelo das calotas polares, diversas áreas costeiras sofrem com o avanço do mar, afetando cemitérios localizados em regiões litorâneas.

 

Terremotos e Erupções Vulcânicas: Alguns cemitérios foram cobertos por lava vulcânica ou afundaram devido a terremotos, tornando-se locais submersos com o tempo.

 

Afundamento de Terras: Algumas regiões naturalmente afundam ao longo dos séculos devido a fenômenos geológicos ou extração excessiva de água subterrânea.


 

Foto: Site Oficial - https://www.poseidonreef.com
Foto: Site Oficial - https://www.poseidonreef.com

Origem:


Os cemitérios subaquáticos modernos surgiram principalmente no final do século XX e início do século XXI, impulsionados por avanços tecnológicos e preocupações ambientais.


No entanto, a prática de submergir corpos na água remonta a tempos antigos. Algumas tribos e civilizações realizavam rituais fúnebres em corpos d'água, acreditando que o oceano era um caminho para a vida após a morte.


A popularização desses cemitérios ganhou força devido à busca por alternativas ecológicas aos sepultamentos tradicionais e à cremação. Muitos desses locais são projetados para se tornarem recifes artificiais, proporcionando abrigo para a vida marinha e ajudando a restaurar ecossistemas degradados.

 


 

Mas afinal, o que são os Cemitérios Subaquáticos?


Os cemitérios subaquáticos podem assumir diferentes formas entre elas:


Recifes artificiais memoriais: São estruturas submersas onde as cinzas cremadas dos falecidos são misturadas a concreto para formar arrecifes que servem de habitat marinho.


Santuários submarinos: Locais criados para homenagear indivíduos falecidos, mas sem a presença de restos humanos. São comuns em naufrágios e áreas de preservação.


Sepultamentos diretos no oceano: Algumas tradições permitem que corpos sejam envoltos em tecidos biodegradáveis e lançados ao mar, respeitando regulamentos ambientais.


Sepultamento Fatores Climáticos: foram inundados por água devido a fenômenos naturais, construção de barragens, aumento do nível do mar, erupções vulcânicas, entre outros.



 

 

Neptune Memorial Reef (EUA)


Localizado a cerca de 5 km da costa de Key Biscayne, Flórida. Inspirado na cidade submersa de Atlântida, o local abriga cinzas misturadas a estruturas de concreto. Funciona como um recife artificial e promove a biodiversidade marinha.

 

Eternal Reefs (EUA)


Programa que cria recifes artificiais a partir das cinzas dos falecidos. Disponível em diversas áreas da costa leste e golfo dos EUA. Ajuda na recuperação de ecossistemas oceânicos degradados.

 

Sunken Gardens (Austrália)


Localizado na Grande Barreira de Corais, é um espaço memorial onde cinzas são colocadas em cápsulas ecológicas. O projeto visa ajudar na conservação dos corais.

 

Os Naufrágios da Segunda Guerra Mundial (Oceano Pacífico)


Muitas embarcações afundadas durante a guerra se tornaram túmulos subaquáticos. Exemplo: Truk Lagoon, na Micronésia, onde mais de 60 navios japoneses afundaram com suas tripulações.

 

Cemitério de Vilarinho da Furna (Portugal)


Vilarinho da Furna era uma vila portuguesa que foi submersa na década de 1970 devido à construção da barragem do Rio Homem. Quando o nível da água do reservatório baixa, é possível ver as ruínas da antiga aldeia, incluindo restos do cemitério.

 


Foto: Câmara Municipal Terras do Bouro/PT
Foto: Câmara Municipal Terras do Bouro/PT

Cemitério de St. Thomas (EUA)


Era uma cidade no estado de Nevada, que foi inundada em 1938 devido à construção da Represa Hoover. Durante períodos de seca no Lago Mead, partes do cemitério e da cidade emergem novamente.

 

 

Cemitério de San Juan Parangaricutiro (México)


Em 1943, a erupção do vulcão Paricutín cobriu a vila de San Juan Parangaricutiro com lava. A única estrutura que permaneceu visível foi a torre da igreja, e o cemitério ficou soterrado sob a rocha vulcânica.

 

Cemitério de Doggerland (Mar do Norte)


Doggerland era uma extensa área de terra que conectava o Reino Unido à Europa continental há milhares de anos. Com o aumento do nível do mar, essa região foi submersa, e arqueólogos acreditam que restos de antigos sepultamentos podem estar no fundo do Mar do Norte.

 

Lago Resia (Itália)


Na década de 1950, uma vila foi inundada para a construção de uma barragem. O cemitério da cidade ficou submerso, e hoje apenas a torre da igreja medieval ainda emerge das águas.

 

Brasil:


A prática de cemitérios subaquáticos formais, como o Neptune Memorial Reef na Flórida, ainda não é comum. Entretanto, existem locais submersos que, embora não tenham sido planejados como cemitérios, tornaram-se pontos de repouso final para embarcações e, em alguns casos, para seus tripulantes.

 

Ilhabela, São Paulo

Conhecida como o maior "cemitério de navios" do Brasil, Ilhabela possui diversos naufrágios em suas proximidades. Um dos mais notáveis é o do transatlântico Príncipe de Astúrias, que afundou em 1916, resultando na morte de centenas de pessoas.

 


Mapa Site Oficial da Ilha: https://www.ilhabela.sp.gov.br
Mapa Site Oficial da Ilha: https://www.ilhabela.sp.gov.br

Arquipélago de Alcatrazes, São Paulo

Localizado no litoral norte de São Paulo, o arquipélago abriga diversos naufrágios que se tornaram habitats para a vida marinha e pontos de interesse para mergulhadores.

 

Baía de Todos os Santos, Bahia

Esta baía é conhecida por abrigar inúmeros naufrágios históricos, incluindo galeões portugueses e navios negreiros, que hoje são explorados por mergulhadores e estudiosos.

 

Cemitério de Petrolândia (Pernambuco)

A cidade de Petrolândia foi inundada na década de 1980 devido à construção da Barragem de Itaparica, no Rio São Francisco. O cemitério, igrejas e outras construções ficaram submersos, e em períodos de seca, algumas estruturas emergem.

 

Cemitério da Velha Jaguará (Minas Gerais)

A antiga Jaguará foi submersa para dar lugar à Represa de Jaguara, afetando o cemitério local, que ainda pode ser visto quando a água do reservatório baixa

 

Cemitério de Subaé (Bahia)

O povoado de Subaé foi inundado após a construção da Barragem de Pedra do Cavalo, e seu cemitério ficou debaixo d'água, sendo um dos locais de memória esquecidos.

 


Foto; Pesquisas
Foto; Pesquisas

 Cemitério de Cocais (Minas Gerais)

O distrito de Cocais foi parcialmente submerso pela Represa de Igarapava, e seu cemitério ficou oculto sob as águas, sendo visível apenas em épocas de estiagem.

 

O conceito de cemitérios subaquáticos planejados ainda não seja uma realidade no Brasil, a prática de espalhar cinzas no mar é permitida.


Não há uma legislação federal específica que regule essa prática, mas algumas cidades possuem normas locais.


Por exemplo, em Blumenau, a Lei Nº 2926/83 determina que as cinzas resultantes da cremação devem ser coletadas em urnas e depositadas em locais destinados para esse fim.


No entanto, em outras localidades, é comum que as famílias optem por espalhar as cinzas no mar, muitas vezes utilizando urnas biodegradáveis para minimizar o impacto ambiental.


O país possui diversos locais de naufrágios que servem como memoriais submersos, além de permitir práticas de dispersão de cinzas no mar, alinhadas com tradições culturais e ambientais.

 

 

 

 Cemitérios de Navios

 

O Que São e Exemplos no Mundo e no Brasil


Os cemitérios de navios são locais onde embarcações naufragadas ou desativadas se acumulam, formando verdadeiras paisagens submersas ou à beira-mar.


Eles podem surgir de acidentes, guerras ou abandono deliberado de embarcações. Além do valor histórico e arqueológico, muitos desses locais se tornam atrações turísticas e pontos de interesse para mergulhadores.

 

Truk Lagoon (Micronésia)

Conhecido como o maior cemitério de navios da Segunda Guerra Mundial, Truk Lagoon (ou Chuuk Lagoon) foi uma importante base naval japonesa.


Em 1944, durante a Operação Hailstone, os Estados Unidos lançaram um ataque aéreo devastador, afundando mais de 60 navios e destruindo centenas de aeronaves. Atualmente, é um dos destinos de mergulho mais famosos do mundo, com uma grande diversidade de vida marinha crescendo sobre os destroços.

 


Youtube: Matt O'Keefe

Cemitério de Navios de Nouadhibou (Mauritânia)

Localizado na costa da Mauritânia, em Nouadhibou, esse cemitério contém centenas de embarcações abandonadas ao longo das décadas. Muitas foram deixadas ali ilegalmente, transformando a baía em um imenso depósito de sucata marítima. Embora seja um problema ambiental, o local também se tornou um símbolo da história naval da região.

 

  

Baía de Scapa Flow (Escócia)

Scapa Flow foi uma base naval estratégica durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial. Em 1919, a frota alemã internada na área se auto afundou para evitar que os navios caíssem em mãos britânicas. Os destroços ainda estão no fundo da baía e são uma atração para mergulhadores e historiadores.

 

Ilha de Staten (EUA)

Conhecido como “Arthur Kill Ship Graveyard”, esse cemitério de navios fica em Staten Island, Nova York, e abriga dezenas de embarcações enferrujadas e abandonadas desde o século XX. O local tem valor histórico, mas também é um ponto de preocupação ambiental devido à degradação dos navios.

 

Cemitério de Navios de Ilhabela (São Paulo)

Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, é considerada o maior cemitério de navios do Brasil. Mais de 20 embarcações afundaram na região devido às águas turbulentas e às formações rochosas traiçoeiras. O naufrágio do Príncipe de Astúrias em 1916, considerado o "Titanic brasileiro", quando um transatlântico afundou com centenas de passageiros a bordo. A região é famosa para o mergulho técnico e abriga uma rica vida marinha.

 


Youtube: Evandro Santos

Recife Artificial de Pernambuco (Pernambuco)

Diferente de cemitérios naturais de naufrágios, Pernambuco tem um dos maiores recifes artificiais do mundo, formado por navios afundados propositalmente para estimular a vida marinha e o turismo de mergulho.


Navio Pirapama, afundado propositalmente para formar um recife. Contribui para a conservação ambiental e desenvolvimento do ecoturismo.

 

 

Baía de Todos os Santos (Bahia)

Localizada em Salvador, essa baía abriga diversos naufrágios históricos, incluindo galeões portugueses e navios negreiros. Os destroços são estudados por arqueólogos e são explorados por mergulhadores.

 

 

Os cemitérios de navios são registros históricos submersos que contam a evolução do comércio, da guerra e da navegação.  Enquanto alguns representam tragédias, outros foram adaptados para promover o ecoturismo e a preservação ambiental.


No Brasil, os naufrágios de Ilhabela e Pernambuco são alguns dos mais emblemáticos, enquanto no mundo, locais como Truk Lagoon e Scapa Flow são verdadeiros tesouros submersos.

 

 

Cemitérios Subaquáticos - Uma História de Corpos Lançados ao Mar

 

A Peste Negra, que assolou a Europa entre 1347 e 1351, foi uma das pandemias mais devastadoras da história, matando cerca de 25 a 50 milhões de pessoas, o que representava entre 30% e 60% da população europeia.


Com a morte em massa, os métodos tradicionais de sepultamento foram rapidamente sobrecarregados, levando a alternativas como valas comuns e, em alguns casos, ao despejo de corpos em rios e mares.


Durante o auge da pandemia, a peste bubônica, causada pela bactéria Yersinia pestis, espalhava-se rapidamente por meio de pulgas em ratos e pelo contato humano.


O pânico e a falta de conhecimento sobre a doença levaram a decisões extremas para conter a contaminação e se livrar dos cadáveres.

 



 

Por que os corpos eram jogados na água?


Superlotação dos Cemitérios: O número de mortes era tão alto que os cemitérios ficaram lotados, forçando a criação de valas comuns. Porém, quando até mesmo essas valas se tornaram insuficientes, despejar os corpos no mar e nos rios parecia uma solução viável.


Medo do Contágio: Embora as pessoas não compreendessem exatamente como a doença se espalhava, acreditava-se que os cadáveres podiam infectar os vivos. Jogar os corpos na água era visto como uma maneira de evitar a propagação terrestre da peste.


Descarte Pragmático: Algumas cidades costeiras e embarcações não tinham infraestrutura para lidar com os mortos, então lançá-los ao mar era a única opção.


Uso como Arma Biológica: Existem relatos de que os mongóis, durante o cerco de Caffa (atual Feodosia, Ucrânia), catapultavam cadáveres infectados para dentro da cidade inimiga, contaminando os habitantes. Os corpos também poderiam ter sido jogados no mar próximo para espalhar a infecção.

 


Foto: Arquivo/Pesquisa
Foto: Arquivo/Pesquisa

 

Impacto e Consequências:


Contaminação da Água: Em alguns casos, despejar corpos em rios e lagos poderia ter piorado a propagação da doença, pois muitas cidades dependiam dessas águas para beber e cozinhar.


Medidas de Controle: Em algumas cidades, leis foram criadas para proibir o despejo de corpos na água devido ao temor de novas contaminações.


 

Corpos no Mar Mediterrâneo

Navios mercantes que transportavam passageiros e tripulações infectadas pela peste muitas vezes se viam forçados a lançar os mortos ao mar para evitar a propagação dentro da embarcação. Algumas dessas áreas podem ter se tornado cemitérios subaquáticos improvisados.


Regiões portuárias como Veneza, Gênova e Marselha podem ter acumulado cadáveres em suas águas devido à falta de locais para enterros.

 


 

O Rio Tâmisa (Inglaterra)

Londres foi uma das cidades mais atingidas pela peste. Algumas fontes sugerem que corpos poderiam ter sido jogados no Rio Tâmisa como uma tentativa desesperada de se livrar dos cadáveres.


No entanto, devido ao risco de contaminação da água, os enterros em valas comuns eram mais frequentes do que o despejo nos rios.

 

Baía de Nápoles (Itália)

Durante o surto de peste, a cidade de Nápoles, um importante centro comercial da época, teria descartado corpos no mar como medida emergencial.


Relatos históricos indicam que os cadáveres foram lançados em grandes quantidades para evitar surtos dentro da cidade.

 

Poveglia (Itália)

Localizada na Lagoa de Veneza, Itália, é um dos lugares mais infames da história quando se trata de pandemias e morte em massa.


Durante a Peste Negra e outros surtos epidêmicos que assolaram a Europa, a ilha foi usada como um local de quarentena e despejo de corpos, transformando-se em um dos mais macabros cemitérios subaquáticos.

 


 

Acredita-se que milhares de corpos tenham sido lançados na lagoa ao redor de Poveglia. Esse despejo de cadáveres ocorreu por vários motivos:


Superlotação dos Crematórios e Valas: Quando os crematórios não conseguiam dar conta do número de mortos, os corpos eram simplesmente descartados no mar ou em áreas mais rasas da lagoa.


Descarte Rápido para Evitar Contágio: Os venezianos acreditavam que o contato prolongado com os cadáveres poderia espalhar a peste. Assim, os doentes terminais e os mortos eram jogados na água para evitar mais infecção na cidade.


Transporte de Corpos para a Ilha por Barcos: Muitos navios que chegavam a Veneza e tinham tripulações infectadas eram forçados a despejar seus mortos na ilha ou nas águas ao redor.


Restos Humanos Submersos: Estima-se que grande parte do solo da ilha, incluindo áreas subaquáticas próximas, contenha até 50% de restos humanos misturados ao solo e lama. Muitos ossos e fragmentos de esqueletos foram encontrados ao longo dos séculos.

 

A Ilha de Poveglia, durante a Peste Negra, tornou-se um dos maiores locais de despejo de cadáveres da história.


Os corpos lançados ao mar e os restos humanos misturados ao solo fazem da ilha um verdadeiro cemitério subaquático macabro e sombrio. Atualmente ela continua envolta em mistério, lendas e histórias de fantasmas, consolidando seu status como um dos lugares mais assombrados e evitados da Itália.

 

Impacto e Arqueologia Subaquática em Poveglia


Ossos Humanos Submersos: Relatos de pescadores indicam que ainda encontram ossos humanos nas águas ao redor da ilha.


Vestígios Arqueológicos: A Lagoa de Veneza já revelou restos humanos em seus sedimentos, sugerindo que Poveglia poderia ser um verdadeiro cemitério subaquático.


Interesse Histórico: Arqueólogos têm interesse em explorar a área submersa, mas as restrições do governo italiano dificultam escavações na ilha.

 

Os corpos lançados ao mar durante a Peste Negra não foram enterrados de forma tradicional, mas sua presença transformou certas regiões em verdadeiros cemitérios subaquáticos improvisados.


Embora a arqueologia subaquática ainda não tenha descoberto evidências concretas de grandes cemitérios aquáticos da peste, é provável que restos humanos dessa época ainda estejam ocultos sob as águas de portos medievais.

 


 

Eternos Moradores pelos Cemitérios Subaquático:

 

Os cemitérios subaquáticos, sejam de navios naufragados, de corpos despejados no mar ou de locais usados para enterros submersos, carregam histórias de tragédias e morte. Muitos mergulhadores e exploradores relatam experiências sobrenaturais nesses locais, como aparições fantasmagóricas, vozes misteriosas e sensações estranhas.

 

Truk Lagoon (Micronésia) – Fantasmas de Marinheiros Japoneses

Durante a Segunda Guerra Mundial, Truk Lagoon foi palco de um dos maiores ataques navais da história, onde dezenas de navios japoneses foram destruídos em 1944. Estima-se que milhares de marinheiros morreram nos destroços.


Mergulhadores dizem sentir presenças estranhas, ouvir sussurros e ver sombras movendo-se entre os destroços. Alguns afirmam ter visto figuras vestindo uniformes da Marinha Imperial Japonesa.


Há relatos de bolhas emergindo de dentro dos navios naufragados, como se algo invisível estivesse respirando lá dentro.

 

RMS Titanic (Atlântico Norte) – Espíritos dos Passageiros

O Titanic afundou em 1912 após colidir com um iceberg, matando cerca de 1.500 pessoas. Os destroços repousam a quase 4.000 metros de profundidade.


Equipes que visitaram o local relataram sons inexplicáveis, como batidas metálicas e sussurros no fundo do oceano. Algumas imagens submarinas captaram sombras humanoides nos corredores do navio.


Muitos acreditam que os espíritos dos passageiros ainda vagam pelo navio, presos em um ciclo eterno do desastre.

 


Youtube: CNN Brasil

Ilha de Poveglia (Itália) – Almas da Peste Negra

Durante a Peste Negra e outros surtos epidêmicos, milhares de corpos foram despejados no mar ao redor da Ilha de Poveglia. Além disso, a ilha abrigou um hospital psiquiátrico no século XX.


Pescadores relatam ouvir gritos vindos da água e ver formas fantasmagóricas emergindo da névoa sobre a lagoa. Alguns mergulhadores afirmam sentir toques gelados enquanto nadam perto da ilha.


Diz-se que a terra e a água ao redor da ilha contêm altos níveis de cinzas humanas, tornando-a um dos lugares mais assombrados da Itália.

 

Scapa Flow (Escócia) – Espectros da Frota Alemã

Após a Primeira Guerra Mundial, mais de 50 navios da frota alemã foram deliberadamente afundados em Scapa Flow, um porto natural na Escócia. Centenas de marinheiros morreram.


Mergulhadores dizem sentir "pressões invisíveis" os empurrando para longe dos destroços. Alguns viram figuras nebulosas caminhando sobre os cascos submersos.

Muitos acreditam que os marinheiros alemães ainda guardam seus navios mesmo depois da morte.

 

Ilhabela (São Paulo) – O Espírito do Príncipe de Astúrias

Ilhabela abriga mais de 20 naufrágios, sendo o mais famoso o do Príncipe de Astúrias, um transatlântico que afundou em 1916 com mais de 400 mortes.


Mergulhadores que exploram os destroços dizem ouvir batidas metálicas e sussurros na água. Há quem afirme ter visto uma figura vestida de branco flutuando entre as estruturas do navio.


Alguns dizem que o espírito do capitão ainda tenta pilotar o navio fantasma, condenado a repetir seu naufrágio eternamente.

 

Pernambuco – Vozes nos Navios Afundados

Pernambuco afundou diversos navios de propósito para criar recifes artificiais e fomentar o turismo de mergulho. Alguns deles, no entanto, já tinham histórias trágicas.


Mergulhadores falam sobre ouvir vozes vindas dos destroços e sentir temperaturas geladas ao se aproximarem de certas áreas. Alguns dizem ter visto sombras movendo-se entre os navios.


Há relatos de equipamentos de mergulho falhando misteriosamente dentro dos naufrágios.

 


Foto: Diário de Pernambuco
Foto: Diário de Pernambuco

Baía de Todos os Santos (Bahia) – Espíritos dos Navios Negreiros

Durante os séculos XVIII e XIX, a baía recebeu diversos navios negreiros, muitos dos quais afundaram com centenas de escravizados a bordo.


Pescadores falam de lamentos vindos da água e aparições de rostos pálidos sob a superfície. Alguns mergulhadores relatam sentir mãos invisíveis puxando suas pernas.

Especialistas acreditam que as memórias de sofrimento extremo ficaram impregnadas nesses locais, manifestando-se em eventos sobrenaturais.

 

 

Os cemitérios subaquáticos são muito mais do que locais históricos ou ecológicos, para muitos, são pontos de energia residual, onde as almas daqueles que partiram de forma trágica ainda vagam.


Lugares como Truk Lagoon, Poveglia e Ilhabela carregam histórias assombradas que desafiam a lógica e fazem até os mais céticos se questionarem. Seja por lendas ou experiências reais, o fundo do mar guarda mistérios que talvez nunca sejam completamente explicados.


Os cemitérios subaquáticos combinam respeito aos mortos com conservação ambiental. Além de serem uma opção inovadora e sustentável, eles proporcionam um legado duradouro ao fortalecer a biodiversidade marinha.


O futuro dessas práticas tende a crescer com o avanço da bioengenharia e a maior conscientização sobre alternativas ecológicas para o descanso eterno.

 


 

A Importância dos Cemitérios Submersos na Arqueologia:


Os cemitérios submersos são fontes únicas de conhecimento para os arqueólogos:

 

Preservam restos humanos e artefatos funerários: A água, especialmente em locais com baixos níveis de oxigênio, pode ajudar a preservar ossadas e objetos de cerâmica, metais e madeira que, em terra, se deteriorariam rapidamente.

 

Revelam mudanças ambientais: A presença de um cemitério submerso pode indicar alterações no nível do mar, deslocamentos de rios ou eventos catastróficos como terremotos e erupções vulcânicas.

 

Fornecem informações sobre práticas culturais: O estudo da disposição dos túmulos, dos objetos deixados nos sepultamentos e das estruturas associadas revela como diferentes culturas lidavam com a morte.

 

São testemunhos de comunidades desaparecidas: Muitas dessas necrópoles pertencem a cidades e vilarejos que foram abandonados ou realocados devido a barragens, conflitos ou desastres naturais.

 


 

Técnicas Utilizadas na Arqueologia Subaquática


A arqueologia submersa exige abordagens específicas para investigação e conservação dos achados. Algumas das principais técnicas incluem:

 

Sonar e Sensoriamento Remoto: Utiliza ondas sonoras para mapear o fundo de lagos, rios e mares, identificando estruturas enterradas sob sedimentos.

 

Fotogrametria e Modelagem 3D: Criam modelos tridimensionais detalhados de cemitérios submersos sem a necessidade de escavação invasiva.

 

Mergulho e ROVs (Veículos Remotamente Operados): Mergulhadores arqueológicos e robôs subaquáticos exploram e documentam túmulos e artefatos sem causar danos ao local.

 

Análise de Sedimentos e Isótopos: Exames químicos de solos e ossos ajudam a entender o ambiente da época e a dieta das populações sepultadas.

 

 

Cemitérios Submersos Estudados pela Arqueologia para conhecimento da linha histórica e busca cultural de tradições

 

Doggerland (Mar do Norte, Europa): Esta região, que há milhares de anos ligava a Grã-Bretanha à Europa continental, foi submersa com a elevação do nível do mar. Arqueólogos encontraram ferramentas de pedra e ossos humanos que indicam a presença de antigos cemitérios pré-históricos no fundo do mar.

 

Pavlopetri (Grécia): Uma das cidades submersas mais antigas do mundo, datada de cerca de 5.000 anos atrás. A presença de estruturas funerárias submersas sugere que a cidade tinha locais específicos para sepultamento antes de ser engolida pelo mar.

 


Foto: Pesquisa
Foto: Pesquisa

Lago Titicaca (Bolívia/Peru): Arqueólogos encontraram evidências de práticas rituais e possíveis tumbas submersas nas profundezas do lago, associadas às civilizações pré-incas.

 

Cemitério de St. Thomas (EUA): Submerso pelo Lago Mead após a construção da Represa Hoover, o cemitério ressurge quando o nível da água diminui, permitindo estudos sobre a antiga comunidade que ali viveu.

 

Cemitério de Petrolândia (Pernambuco): Inundado pela construção da Barragem de Itaparica, suas ruínas emergem em períodos de seca. Pesquisadores investigam vestígios da cidade antiga, incluindo sepulturas e igrejas.


Cemitério de Cocais (Minas Gerais): Parcialmente submerso pela Represa de Igarapava, arqueólogos analisam o local para entender a migração forçada de comunidades devido à criação de usinas hidrelétricas.

 

Cemitério de Subaé (Bahia): Foi estudado por historiadores para compreender o impacto da construção da Barragem de Pedra do Cavalo sobre a população local e suas tradições fúnebres.

 


 

Desafios da Arqueologia Submersa

Apesar dos avanços tecnológicos, estudar cemitérios submersos apresenta diversos desafios:

 

Dificuldade de acesso: A profundidade e a visibilidade limitada dificultam a exploração.


Risco de deterioração: A ação da água pode destruir inscrições em lápides e alterar a composição dos ossos e objetos.


Questões éticas: O estudo de restos humanos deve ser feito com respeito às crenças das comunidades envolvidas.

 


Vídeo: Arquivo/Pesquisa

A arqueologia submersa é uma ciência fascinante que revela segredos de civilizações antigas e eventos históricos marcantes. O estudo de cemitérios subaquáticos permite entender a relação das sociedades com a morte, os impactos ambientais ao longo do tempo e as consequências da ação humana na paisagem.


Esses locais, muitas vezes esquecidos, são verdadeiros arquivos da história, exigindo tecnologias avançadas e abordagens éticas para sua exploração e preservação. À medida que os níveis dos oceanos continuam a subir, novos sítios submersos podem ser descobertos, trazendo ainda mais conhecimento sobre nosso passado.


Não há descobertas recentes de cemitérios subaquáticos até o atual momento: Janeiro/2025. Mas interesse é contínuo interesse e com o avanço das pesquisas relacionadas a cemitérios submersos e estruturas funerárias ocultas subaquáticas, a arqueologia submersa continua em interesse de foco para pesquisadores ao redor do Mundo.

 

"A arqueologia subaquática nos permite explorar capítulos perdidos da história, preservados sob as águas por séculos." Franck Goddio


 
 

Franck Goddio é um arqueólogo e pesquisador francês, especializado em estudos subaquáticos. Conhecido por suas expedições de mergulho e descobertas de sítios arqueológicos submersos no mar Mediterrâneo e no Egito, especialmente relacionados à antiga cidade de Alexandria e ao desaparecimento de cidades egípcias antigas devido a desastres naturais. É considerado uma das principais autoridades em arqueologia subaquática e suas descobertas trouxeram à tona artefatos e vestígios significativos de civilizações antigas.

 

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