As Sombras Escondidas em Pennhurst State
- Thais Riotto
- 25 de jan. de 2022
- 4 min de leitura
Local: 1205 Commonwealth Dr, Spring City, PA/USA

Uma antiga instituição residencial para pessoas com deficiências físicas e mentais, que desde o ano de 1908 quando abriu as portas tem um histórico complicado de maus tratos a seus pacientes, alguns artigos da época relatam sobre abusos físicos e emocionais. Foi na sombras e no silencio que o local foi a única moradia para essas pessoas.

Mais ou menos 10 mil pacientes, viveram na sombras e dentro de portas fechadas. Crianças especiais, dos quais os pais não sabiam exatamente o que eles tinham, foram deixados no local, sem nunca voltarem para saber se houve cura ou melhoria, ou ao menos para visita-los. Tornaram-se vítimas de muitas das sombras vivas que circulavam pelo local.

Não se pode descartar obviamente, o fato de que muitos médicos e enfermeiras tinham realmente amor e dedicação pelo seu trabalhos, tal como por seus pacientes, mas em um época onde nem todas as doenças ainda tinham conhecimento ou como trata-las, não podiam fazer muito além do que a ciência podia oferecer na época.

Dias e noites, eram sempre iguais para muitos, presos em berços, camas de metais sem condições nenhuma, outros trancafiados em quartos para quem não circulassem pelo local. Sem contar a questão de higiene que ia muito além do menos que o básico.

No silencio, ecoavam gritos, choros, dor, das muitas punições daqueles que não respeitavam as regras, mesmo que fosse chamar por ajuda, fora de hora, eram punidos.

Alguns registros falam sobre os pacientes que mordiam, e que a esses eram retirados todos os seus dentes, para que nunca mais repetisse ação, mesmo que ela não fosse feita com o intuito de machucar, lembrando que o local abrigava crianças e adultos especiais, das quais eles não compreendia o porquê de suas diferenças. Fosse na fala ou da forma de se comunicar, e muitos foram ali deixados desde que pequeno.

Mas nem todos os pacientes, foram deixados ou rejeitados por seus familiares, e quando retornaram para visita-los perceberam a situação terrível que seus filhos e parentes estavam e faziam relatos sobre o que viam acontecer.

No ano de 1912 foi relatado os maus tratos, a má qualidade de tratamento e ainda assim a instituição demorou um longo tempo para ser fechada.

Apenas no ano de 1968, quando um canal de televisão, através de um jornalista corajoso da Filadélfia, Bill Baldini, fez a reportagem que mudaria para sempre o local. Fechando as portas da instituição, e dando alívios aos pacientes que ainda vivam ali.

A reportagem foi a principal arma para expor essa situação e levar o local e seus responsáveis a um grande processo judicial.

No ano de 1977, o pacientes da instituição Pennhurst, tiveram pela primeira vez um ganho, quando o local foi considerado culpado por violar seus direitos. Infelizmente não se podia mudar o passado, mas aquela ação mudaria o presente e o futuro daqueles pacientes, e evitaria que outros passassem pelos meus maus tratos que eles viveram.

No ano de 1987, o local fechou as portas. E afundou-se nas sombras e no abandono silencioso, porém com muitos eternos moradores. Entre os muitos objetos que se pode encontrar ainda no local, uma cadeira de dentista enferrujada chamou atenção de pesquisadores e curiosos que estiveram no local, ao acharem dentes de muitos dos pacientes.

Apesar de abandonada, o local ainda possui zeladores, que tentam manter longe os visitantes e curiosos que tentam fotografar e caminhas pelos corredores e tuneis.

Os mesmo já falaram com vários jornais locais, dizendo que o prédio é mau assombrado, que ouve-se vozes, choros, gritos, portas batendo, é possível ver sangue e outros detritos pelo chão que aparece e desaparece. Crianças e pessoas de todas as idades circulando pelo local em sua eternidade.

O local foi fechado com grades e portoes evitando a entrada de curiosos. O local está abandonado e pode segundo os zeladores causar perigo no sentido de acidentes e quedas aos visitantes. Por isso a intenção da placa e a proibição a entrada ao local.

Meu ponto de vista:
Não estive no local pessoalmente, mas estive por pesquisas, e como sempre a cada local que escrevo com esse passado complicado, penso por uma outra perspectiva quando leio sobre o local ser assombrado, assustador, macabro ou como os jornais e os sites gostam de apresentar: O local mais macabro de tal cidade, estado ou pais.
Então, entra uma pergunta. Para quem?
Para os curiosos e visitantes, em uma era tecnológica com conhecimento? Ou para aqueles que chegaram (ou foram abandonados) ali pela primeira vez? Com certeza esses termos diz um pouco sobre o que eles viam e sentiam no local. E muitos só conheceram esse prédio como lar (especificando agora sobre esse artigo, em si).
Então as visões, os eternos moradores, que diferenciam-se entre encantados e fantasmas, porque mesmo aqueles que ouvimos histórias sobre ter uma energia ruim, ainda é complicado, afinal o que ele conheceu em vida? A solidão, o medo, a tortura...
Ou talvez, ao invés de estar tentando ferir algum vivo que chegue ao local, não estaria ele tentando avisar para não entrar?
Lembrando que é um assunto amplo e com várias perspectivas de estudo, mas muitos dos espíritos que permanecem nesses locais, é porque não conseguiram compreender a vida após a morte. Para eles o que viveram em vida é contínuo, ou “transformou-se em algo normal”.
Então, volto sempre na mesma questão:
Macabro, ou assombrado para quem?
Internet - Pesquisa
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Gosto desse tipo de post, mas gosto da forma como os descreve. Traz algo que nos faz pensar., até onde está o macabro ou assustador e para quem.
Tenho acompanhado o blog desde que o lançou, porque já acompanhava seus livros e gosto muito da forma como escreve.
Anne